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domingo, 30 de junho de 2013

O fim do pão e circo





*por Tom Coelho

"Só há duas opções nesta vida: se resignar ou se indignar."
 (Darcy Ribeiro)

Junho de 2006, Alemanha. A Copa do Mundo transcorria e a mídia em nosso país só tratava disso. Jornais impressos com cadernos exclusivos, noticiários no rádio e na TV com blocos inteiros dedicados ao assunto. Comentaristas esportivos e ex-atletas, atores e atrizes, músicos e colunáveis, todos denotando licença poética para opinar sobre resultados, lances e escalações, fazendo prognósticos como se fossem cientistas, criticando como se pudessem nortear decisões.

As cidades desfilavam um colorido em verde e amarelo, com bandeiras tremulando nas sacadas dos edifícios, nas janelas dos veículos, nas mãos dos pedestres. Durante os jogos, ruas desertas, comércio fechado, indústria em recesso.

Enquanto isso, o Parlamento deixava de votar importantes projetos, empresas adiavam investimentos, escândalos políticos eram engavetados pela memória. A pátria de chuteiras repetia seu ritual de cada quatro anos, por pacotes de alegria de 90 minutos. Em torno da bola, uma capacidade ímpar de união e civismo.

Por que estou remetendo a memória a este período? Porque em 23 de junho daquele ano publiquei um artigo intitulado “Pão, circo e o patriotismo da bola”, onde relatava o cenário acima e acrescentava: “Quisera eu ver igual demonstração de organização por outras causas. Pela educação, pela saúde, pelo controle dos gastos públicos, pela diminuição da carga tributária, pela segurança, pela redução das desigualdades sociais, pela ética na política. Com telas e telões como coliseus, e jogadores como gladiadores, temos nosso devotado circo. Com o bolsa-família, o aumento do salário mínimo e a correção da tabela do imposto de renda, temos nosso pão. Descalços, desdentados, descamisados, mas brevemente felizes”.

O texto poderia ser o mesmo não fossem os eventos das últimas semanas. A pressão popular, o clamor das ruas, começa a surtir efeito. Um deputado federal tem sua prisão decretada pelo STF. O Senado aprova projeto de lei tornando a corrupção crime hediondo e a Câmara dos Deputados derruba a PEC 37. Reajustes de tarifas são revogados ou adiados. Licitações são canceladas e CPIs instaladas. O debate em torno da reforma política entra em pauta.
 
É essencial que a reflexão e o debate não arrefeçam, mas sim avancem no sentido de empreendermos as mudanças que se fazem necessárias.

A frase que prefacia o texto, de autoria do antropólogo Darcy Ribeiro, foi utilizada há sete anos face à resignação. Hoje, representa a indignação.
Vivemos um momento singular em nossa história. E é essencial que a reflexão e o debate não arrefeçam, mas sim avancem no sentido de empreendermos as mudanças que se fazem necessárias.

A paixão e a alegria do futebol podem e devem persistir, respaldadas por um senso de cidadania há tempos não observado como o entoar do hino nacional no prenúncio de cada partida. Mas que fique claro que não há mais espaço para a política do pão e circo.

* Tom Coelho é educador, conferencista e escritor com artigos publicados em 17 países. É autor de "Somos Maus Amantes – Reflexões sobre carreira, liderança e comportamento" (Flor de Liz, 2011), "Sete Vidas – Lições para construir seu equilíbrio pessoal e profissional" (Saraiva, 2008) e coautor de outras cinco obras.

domingo, 16 de junho de 2013

O quebra-cabeça da motivação, por Dan Pink


 
 
Com um livro de carreiras no formato de mangá e obras na lista dos mais vendidos do New York Times, o consultor de carreira Daniel Pink defende que o que nos motiva no trabalho não são as recompensas tradicionais (como salários elevados), mas, sim, lidar com atividades que trazem algum sentido para nós. Entenda os motivos.



 
 

domingo, 2 de junho de 2013

O clichê, o básico e o simples







"A imitação é, até nova ordem, a única escola da originalidade."
(Georges Duhamel)



Sala de aula, congresso, programa de TV. Em qualquer destes cenários, não é preciso olhos e ouvidos muito atentos para notar como o uso de clichês está disseminado no discurso de professores, palestrantes e especialistas.

Há uma profusão de ideias prontas, previsíveis, quando não arcaicas e retrógradas. Uma repetição de mais do mesmo – às vezes, menos do mesmo – proferidas como se fossem pérolas contemporâneas do conhecimento. Vamos a alguns exemplos.

No Marketing, são os 4Ps (product, price, promotion, place), cunhados em 1960 por Jerome McCarthy, versando sobre produto, preço, propaganda e ponto de venda. Para sintetizar o anacronismo do conceito, trabalho atualmente com uma matriz ampliada de 15Ps, fundamentada nos escritos de Francisco Alberto Madia de Souza.

Em RH, é o CHA (conhecimento, habilidade, atitude), proposto em 1996 por Scott B. Parry, que já associava tais aspectos à performance, o que foi esquecido pela maioria dos divulgadores. A este respeito, leia minha sugestão de “Neocompetência”, formulada em 2011.

No Direito, frases como "O processo é uma relação jurídica trilateral: Estado, autor e réu", ou "Deve-se analisar a verdade por todos os lados, porque ela tem inúmeras faces" e a máxima “Todos são inocentes até que se prove o contrário". Acredite, há quem use deste jargão em petições e mesmo em sustentação oral.

A lista é imensa. Na TV, especialistas em finanças pessoais “revelam” que “deve-se comprar à vista e evitar o cheque especial”. A sustentabilidade continua sendo declamada a partir do “triple bottom line” (aspectos econômicos, sociais e ambientais), uma criação de John Elkington em 1990, que desconsidera fatores como dimensão cultural e governança. A imagem de um iceberg é utilizada para demonstrar que “o visível é muito inferior ao que está oculto”. E o clássico da motivação: a foto de Ayrton Senna, uma de suas belas frases e o “tema da vitória” entoado ao fundo.

O problema do clichê é que ele não contesta, não provoca reflexão, não transforma, não evolui, pois lhe falta originalidade. E o mais preocupante é que há pessoas – e não são poucas – que aplaudem, possivelmente devido a um repertório restrito, decorrência direta de nosso processo educacional e do hábito não cultivado da leitura. Não é arrogância ou prepotência, mas constatação. Falta-nos o básico, o estrutural, o fundamental.

É por isso que defendo “um passo atrás na educação”. Explico-me. De que adianta tentar ensinar trigonometria, e depois derivadas e integrais, se o indivíduo sequer domina as quatro operações básicas? Qual o propósito de diferenciar orações subordinadas entre substantivas, adjetivas ou adverbiais, se o estudante mal sabe ler, pouco compreende do que lê, e não consegue reunir o mínimo de coesão e coerência ao redigir um texto?

Isso nos remete à simplicidade. É imperativo difundir ideias e conceitos que possam ser entendidos, compreendidos e apreendidos pelos interlocutores. Mas fundamentalmente, que sejam úteis e aplicáveis, porque só assim poderão ser incorporados – in corpore, ou seja, poderão tornar-se parte de quem vivencia.

Há muito para ser dito, mas os tempos atuais clamam por textos mais objetivos. Por isso, embora eu desejasse agradar a gregos e troianos, espero que este artigo seja uma luz no fim do túnel para você, lembrando sempre que devagar se vai ao longe e que a esperança é a última que morre. Ops, também caí na armadilha do clichê!

 
Tom Coelho é educador, conferencista e escritor com artigos publicados em 17 países. É autor de “Somos Maus Amantes – Reflexões sobre carreira, liderança e comportamento”, “Sete Vidas – Lições para construir seu equilíbrio pessoal e profissional” e coautor de outras cinco obras. Contatos através do e-mail tomcoelho@tomcoelho.com.br. Visite: www.tomcoelho.com.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

sábado, 11 de maio de 2013

Oportunidade de Negócio Próprio – Seja um Empreendedor Polishop






A marca POLISHOP é reconhecida em todo país. Representa a possibilidade de adquirir produtos inovadores e diferenciados, de alta qualidade e com enorme facilidade. Por trás disso, existe uma importante equipe de profissionais e colaboradores, além de uma estrutura que inclui produtora própria e canal de TV 24 horas, estúdio de gravação, ilhas de edição digital, produção gráfica e eletrônica, tecnologia de controle operacional, logístico, atendimento ao cliente (SAC) e Call Center 24 horas por dia, 7 dias por semana. Polishop uma história de sucesso!

A Polishop com Você apresenta um modelo de negócio muito bem estruturado que atualmente foi reformulado para integrar o conceito de Marketing Multi Nível, oferecendo a seus colaboradores a possibilidade de empreender com lojas de e-commerce e criar um fluxo de renda passiva com o intuito de o ajudar a alcançar a sua independência financeira. Ser um Empreendedor Polishop Com Você tem inúmeras vantagens, em especial o fato de você poder trabalhar pela sua liberdade financeira e atingir seus próprios objetivos. Ao liderar uma loja virtual da Polishop Com Você, seu objetivo será ter sucesso e para o ajudar com isso, estão disponíveis centenas de conferências online, treinamentos e informações detalhadas, providenciadas por outros Empreendedores que já usam o sistema para ajudá-lo a alavancar mais rapidamente o seu negócio próprio.

polishop com vc


QUEM É A POLISHOP COM VOCÊ?

  • A Polishop com Você é um nome forte e já reconhecido nacionalmente.
  • A Polishop com Você oferece centenas de produtos de desejo e lançamentos de última geração. Ao contrário de um produto de consumo e de necessidade básica, são estes (de desejo) pelos quais as pessoas se movem e sonham conquistar.
  • A Polishop com Você sempre tem novidades e o lançamento de, em média, 3 novos produtos por semana!
  • Na Polishop com Você tem várias formas de ganhos, excelente e inovador plano de compensação, onde o novo empreendedor já pode ter participação no faturamento geral da empresa logo no início e dependendo do seu nível acesso a outros benefícios.
  • A Polishop com Você tem ampla divulgação na mídia. São mais de 100 horas diárias de propagandas nos mais diversos canais de TV. Certamente isso ajuda muito na popularidade da marca Polishop e, como já dito, ninguém precisa fazer o nome, pois já está feito. Pode-se concentrar em divulgar os produtos e gerar faturamento e aí entra o poder do Marketing de Relacionamento (o marketing “boca-a-boca”), do mais novo canal de vendas criado pela Polishop, a Polishop Com Você!
  • Apesar dos produtos da Polishop com Você serem divulgados pela TV várias horas por dia (você já deve ter visto um comercial de algum, ou alguns produtos da Polishop), acontece que são mais de 1.000 produtos e é praticamente impossível mostrar todos através da Televisão – isso sem falar nos lançamentos de novos produtos toda semana. É aí que você tem a oportunidade do Marketing de Relacionamento a seu favor, indicando a loja para seus usuários, amigos e familiares.
Para compreender melhor quem é a Polishop Com Você assista o vídeo:


VANTAGENS DE ADERIR À POLISHOP?

Existem diversas vantagens diretas e indiretas de participar dessa oportunidade da Polishop com Você. A grande maioria dessas vantagens são detalhadas todos os dias numa sala de conferência online onde você pode assistir a todos os detalhes desse programa bem como aprender a construir sua independência financeira através da criação de lojas de e-commerce idênticas às da Polishop, mas de onde você retira apenas rendimentos. Algumas dessas vantagens são:
  • Descontos nos Produtos
  • Produtos com Margens exclusivas para Revenda
  • Bônus por indicação de Clientes
  • Bônus por indicação de outros empreendedores
  • Bônus por níveis de Liderança
  • Uma Loja Virtual
  • Um sistema de Treinamentos
  • Um escritório Virtual
  • Grandes Eventos
  • Viagens incríveis

A melhor forma de ficar sabendo mais detalhes do negócio é inscrevendo-se como empreendedor da Polishop Com Você :


Clique aqui para acessar a página da Oportunidade de Negócio para ser um Empreendedor Polishop!

SEJA UM EMPREENDEDOR POLISHOP!



domingo, 21 de abril de 2013

Quer trabalhar comigo?






Olá,


Que tal trabalhar comigo em um projeto que vou começar em breve? É um negócio que visa facilitar a vida das pessoas e trazer renda extra para aqueles que aceitarem se engajar no projeto.

Gostou? Explico como isso vai funcionar.

Recebo muitos e-mails de agradecimentos pelo conteúdo que distribuo na web, mas quero algo mais: quero ajudar você a ter uma renda extra com um trabalho através da internet e fora dela também.


Mas neste momento quero saber se você tem interesse no projeto e para isso pedirei um enorme favor: responda uma breve pesquisa que elaborei para tal.

Após receber suas informações (o prazo para enviar a pesquisa é até 11/maio) vou enviar mais informações para que todos os interessados saibam do que se trata e como participar deste projeto sendo um empreendedor.


Para submeter suas informações, acesse o link a seguir e responda a pesquisa: 





Curso para Empreendedores Digitais: Empreenda pela Internet


sábado, 9 de março de 2013

O que você faz quando não consegue resolver algo importante e que é de sua responsabilidade?







ABORDAGEM COACHING – Edição 3
Autor: Coach Roberto Vieira Ribeiro
Tema: Eu não consigo resolver isso

O que você faz quando não consegue solucionar algo importante e que é de sua responsabilidade?

A Cristina (nome fictício) é gestora de uma importante importadora e viveu intensamente esse drama. Em um dos exercícios do APRENDA COACHING Individual e Personalizado ela me pediu para trabalhar essa questão. Na medida em que relatava o caso a sua expressão e gestos aparentavam tensão e sofrimento e concluiu a história falando baixinho, quase um murmúrio, “eu não consigo resolver isso, não dá, não sei mais o que fazer”.

Você já passou por isso?

No programa Individual e Personalizado eu trabalho o dia todo com uma única pessoa, privativamente, de maneira que já obtivera informações e já tinha observado aspectos relevantes para orientar o meu procedimento, e fiz assim:

- Cristina, pelo que entendi do seu relato você já esgotou todas as alternativas possíveis para RESOLVER esta situação. É isso?

- Sim, infelizmente, afirmou ela enfaticamente.

- Neste caso, há algo que você possa fazer para MELHORAR UM POUQUINHO a situação?

Foi impactante. Ela ficou me olhando sem emitir som, então “explodiu”. - Sim, claro que sim, disse ela, já emendando com uma medida concreta para tal.

- Excelente, Cristina! Há algo mais que você possa fazer para melhorar isso?

- Ela repetiu a dose com entusiasmo!

Ao término do exercício que levou cerca de 15 minutos a Cristina havia resolvido o que a torturava a dias e cuja solução parecia estar fora do seu alcance.

Convido para que conheça as opções do APRENDA COACHING no www.robertovieiraribeiro.com.br.