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terça-feira, 10 de maio de 2011

Leia: Profissão Administrador de Empresas



Executivo fala aos jovens que desejam alcançar o sucesso profissional no comando das organizações.

Por Rômulo Martins
Fonte: Empregos.com.br











Visão holística, foco em resultados, liderança são algumas das principais competências exigidas do administrador de empresas, profissional que gere negócios e pessoas. Segundo Caio Infante, diretor de marketing e novos negócios da Fellipelli, o mercado de trabalho valoriza e compensa os bons administradores.
No entanto, é preciso estar alinhado às regras do segmento de atuação e ter “humildade” e “paciência”. Para chegar ao topo do organograma organizacional, afirma Infante, o profissional precisa ter vivência ou pleno conhecimento de todas as áreas da empresa, o que demanda tempo, preparação e esforço.

Formado pela Escola Superior de Propaganda e Marketing com mestrado em Gestão Internacional pela Universidade de Tecnologia de Sydney (Austrália), ele fala sobre a carreira de administrador e dá dicas aos jovens que desejam atuar na área.

Assista ao vídeo da entrevista


Leia a entrevista

O que faz um administrador de empresas?
O administrador tem uma função bastante ampla. Ele cuida desde a parte financeira à estratégia da empresa, pode passar pelo marketing, desenvolvimento e gestão de pessoas. A carreira tem essa diversidade, por isso é muito comum estudar administração de empresas, já que o profissional tem bastante alternativa. No momento em que o jovem não sabe o que vai fazer, na administração ele acaba vendo um pouco de tudo; depois acaba se especializando naquilo que gosta mais.

Quem pode atuar como administrador?
Engenheiros, médicos, advogados, professores. O que motiva na escolha da profissão é a influência dos pais, dos colegas. Só que quando você começa a trabalhar toma gosto pela coisa. Muitas vezes um engenheiro descobre que é muito bom com os números e quer aplicar o conhecimento de outra maneira. De repente, montando ou administrando um negócio ele tem mais sucesso.

Especialização
O curso de Administração ou de extensão (para profissionais que querem atuar como administradores, mas são de outras áreas) sempre é bom porque a atividade envolve diversas áreas, como recursos humanos, marketing. É importante ter embasamento teórico na área.

Áreas de atuação
O administrador de empresas tem flexibilidade. Pode atuar em uma consultoria, um hospital. O jovem pode começar - como mostram os cases de sucesso - como auxiliar de escritório, assistente administrativo e ir crescendo, chegar a um cargo de diretoria.

Dicas aos jovens que querem atuar na área
Uma dica importante é: qual empresa você quer trabalhar? Por exemplo: eu gosto da empresa x ou do segmento aéreo, farmacêutico. Busque a informação sobre as empresas desse segmento e quais serão os desafios de um administrador nela. Estude o mercado de trabalho e teste. O jovem que começa como estagiário está no momento de testar, provar.

Competências comportamentais são analisadas criteriosamente pelas empresas?
Sem dúvida, é por isso que existem as dinâmicas de grupo. As pessoas falam: “nossa, eu tive de construir um trem com papel e fita crepe”. Por quê? As empresas estão medindo a liderança, as ideias alternativas, quem ficou quieto. Uma coisa é chegar à entrevista de emprego e dizer “sou criativo”. Mas diante de algumas atividades o recrutador capta como o candidato reage sob tensão, pressão, ou seja, no dia a dia empresarial.

Quais as competências mais importantes?
No início da carreira é personalidade, como o profissional age, o que já fez (um trabalho voluntário?), o rendimento na universidade, se participa de algum clube. São características da vida pessoal que serão levadas para a empresa. Uma pessoa parada não vai se adequar a uma empresa dinâmica.

A faculdade é importante, mas não o mais importante. Foi-se o tempo que uma faculdade de primeira linha garantia emprego. Hoje é apenas mais um critério. Com relação à língua estrangeira, sim, é importante. Com tantas alternativas de escolas de inglês, espanhol em vez de ficar muito tempo na internet, vai fazer um curso que, com certeza, será um diferencial.

Todo administrador de empresas ganha bem?
Vai ganhar dinheiro, com certeza. Mas comece devagar. “Ah, mas o meu amigo está na empresa x e ganha mais que eu”. Sempre terão diferenças de salário. Olhe para dentro de casa. Por que o seu amigo ganha mais? Porque ele correu atrás, fez algo diferente. Tem de tomar cuidado com as comparações. Existem segmentos que pagam mais. Estude o segmento que você quer trabalhar, mas não pense apenas no dinheiro. Você tem de ter prazer. O dinheiro é legal por um tempo. Depois você se pergunta: “nossa o que estou fazendo aqui?” É importante gostar do que faz.

Matéria: http://carreiras.empregos.com.br/carreira/administracao/noticias/profissao-administrador.shtm




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segunda-feira, 9 de maio de 2011

Liderança 360º x postura do líder.

No artigo publicado anteriormente, cujo tema é “A essência da Liderança 360º” ( leia em: http://www.cintyafaccioli.com/artigos_ver.asp?id=15 ) pudemos abordar alguns assuntos interessantes sobre o tema e, em síntese, podemos afirmar com segurança que o objetivo do líder deve ser o de "querer compartilhar, agregar, fazer acontecer e crescer" profissional e principalmente, pessoalmente falando... e formar mais líderes.

Digo isso porque a essência deste meu primeiro livro editado (Liderança 360º sob a Ótica da Terceira Inteligência, pode ser adquirido pelo site: http://www.cintyafaccioli.com/livro.asp ), é em tese a busca pelo equilibrio entre o desenvolvimento das competências (conhecimentos, habilidades e atitudes) que levam à postura de liderança, e a isso, não é preciso necessariamente, um cargo...

Ainda aborda a importância do autoconhecimento do lider, para que este saiba que tem limites, principalmente voltados ao respeito para com o próximo (princípio básico de liderança, se o líder não "entende" isso, ele precisa urgentemente aceitar esta condição e desenvolver isso...).

Desta forma, ele trabalha suas competências impulsionadoras (todas que ele já sabe bem e pode aperfeiçoar-se, compartilhando positivamente com sua equipe) e ainda cuida de suas competências restritivas ( que é aquilo que o líder precisa lapidar em seus conhecimentos, habilidades e atitudes).

Todos tem pontos positivos (impulsionadores - que podem ser aperfeiçoados e compartilhados) e pontos a serem melhorados (restritivos - que para não serem restritivos, devem sim ser trabalhados, desenvolvidos, enfim... a humildade é ponto pacífico nesta história para os devidos reconhecimentos de onde o lider está e onde ele quer chegar). Portando, as competências impulsionadoras são oportunidades que o levarão ao sucesso (seja ele de qualquer ponto de vista - pessoal, social, profissional), e as restritivas (se não cuidadas) podem vir a ser ameaças. (Leia-se - Matriz SWOT, ou F.O.F.A, de marketing, aplicada à psicologia da liderança)

Aborda também a importância do desenvolvimento das múltiplas inteligências - racional (habilidades técnicas), emocional (habilidades de relacionamento interpessoal) e espiritual (entender qual o sentido de sua missão), porque não dizer... que devem harmonizar-se... não é fácil, mas a proposta são os desafios de ser líder e não apenas ostentar um cargo, ou status quo.


Enfim... a ideia é prezar pela busca do equilíbrio e do bom senso. Acredito também que as pessoas com missões semelhantes acabam se atraindo, pois tem visões e objetivos que buscam levar a resultados positivos (mas para isso é preciso querer "de coração" e não "da boca pra fora").

Sentir (essência da terceira inteligência, ou inteligência espiritual) que está cumprindo a sua missão, acaba sendo além de uma realização, um hábito de reflexões diárias acerca de tudo o que acontece, somadas aos objetivos das organizações ($), podem se tornar fator de sucesso recíproco (realização pessoal x resultados nas organizações). Nada melhor do que se sentir bem fazendo o que se gosta (daí a importancia do auto conhecimento e do conhecer ao outro), e saber ainda que sua convicção e postura é aceita e reconhecida, que normalmente são ingredientes positivos para que o sucesso se concretize para ambas as partes.

Se esta for a postura adotada pelo lider (não estamos falando de cargo, estamos falando da essência da liderança), que deve ser parâmetro, as de manter motivações elevadas pela terceira inteligência, não sobra tempo para negatividade e a prioridade passa a ser reconhecer o que cada um tem de bom para compartilhar... e o crescimento passa a ser de todos, porque o lider entende que o crescimento do grupo é o seu próprio (difícil exercício de controlar o "ego").

Pare, pense em seus objetivos e metas, analise sua postura e bom autodesenvolvimento!

Cintya Faccioli, Ph. D
www.lideranca360.com

domingo, 1 de maio de 2011

Assista: Quando devemos investir em pessoas

http://suacarreira.blogspot.com/2011/05/assista-quando-devemos-investir-em.htmlQuando devemos investir em pessoas

Entrevista com Maria Inês Felippe, Vice-Presidente de Relações com a Academia da Associação Brasileira de Recursos Humanos, sobre a importância de investimentos na formação e qualificação de pessoas, a despeito de situações de crise.



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Assista: Brinquedoteca - Casa Mãe de Deus - Projeto Sinergia ICF

Parabéns Instituto CEO do Futuro pelo trabalho bacana... o Brasil precisa ainda mais de trabalhos como esse.

Brinquedoteca - Casa Mãe de Deus - Projeto Sinergia ICF

Tendo em vista a importância da brinquedoteca nos aspectos pedagógico, social e comunitária, foi elaborado o projeto para ser aplicado na Casa Mãe de Deus, em São Paulo.




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ASSISTA: SEM MOUSE, SEM TECLADO - Prof Menegatti - Palestrante

SEM MOUSE, SEM TECLADO - Palestra Motivação Motivacionais Motivacional Palestrante Inovação

Prof Menegatti - Palestrante


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quarta-feira, 27 de abril de 2011

Leia: NÃO SÃO AS RESPOSTAS QUE MOVEM O MUNDO, SÃO AS PERGUNTAS



Como executivo, a cada momento, se você não se abstrair do urgente para cuidar do importante, não terá êxito no desenvolvimento de sua empresa.

Se você está satisfeito com a maneira como as coisas estão funcionando em sua empresa, é porque algo vai mal.

Os empresários que não derem a importância necessária a esta radical transformação estarão correndo um risco maior do que imaginam. Negócios é mudança. Permanente, constante, diária.


Use as perguntas abaixo para explorar os principais aspectos de sua vida, tais como carreira vida familiar, desenvolvimento intelectual, situação social, necessidades espirituais, bem-estar físico e metas financeiras. São pensamentos e sugestões para você criar mais desenvolvimento. Dê uma lida todos os dias, mesmo que seja para relembrar aquilo que você já sabe. Com certeza vai valer à pena.

1. Qual é a meta que eu gostaria de atingir?
2. Quais os obstáculos que estão em meu caminho?
3. Qual é o principal impulso que me faz buscar esta meta?
4. Qual é meu plano de ação? O que eu tenho de fazer, especificamente, para atingir esta meta? Que recursos eu possuo?
5. Qual é o prazo final que eu estabeleci para atingir esta meta?
6. De forma eu vou medir meu sucesso?

Qualquer que seja o seu cargo, profissão ou tipo de produto ou serviço, você é um vendedor.

• Estabeleça os objetivos e metas do seu negócio.
• Determine seus padrões de desempenho.
• Meça seu desempenho de acordo com os padrões.
• Os padrões estão sendo atingidos?
• Implemente ação corretiva.

Radiografia do seu negócio.
Separe alguns momentos para fazer uma pequena radiografia do seu negócio. Você só tem a lucrar.

1. Se você puser todos os seus executivos, hoje, na rua, quem é que faz falta?
2. Você é importante para sua empresa? Em que medida?
3. Sua empresa é importante para a comunidade de negócios? Em que medida?
4. O que é que torna sua empresa única no mercado e quais são as vantagens que você tem a oferecer?
5. Qual a imagem (real, sem lantejoulas!) e a reputação da sua companhia entre:
A. os atuais clientes?
B. seus prospects?
C. a concorrência?
6. Quais as forças de sua empresa quando comparada com a concorrência?
7. Quais são as principais fraquezas de sua empresa quando comparada com a concorrência?
8. De que forma as suas forças e as suas fraquezas afetam seu negócio?
9. Sua empresa tem uma filosofia de marketing? Qual é?
10. E como tem sido a história de seu marketing nos últimos 3-5 anos?
11. Você conhece o mercado atual de sua empresa?
12. Qual o mercado futuro de sua empresa e quais as adaptações necessárias para fugir do "nível de obsolescência?” (pense como será a sua empresa daqui a 5 anos)

Um sólido conhecimento de seus produtos/serviços – e de como eles se comparam com os da concorrência – lhe dará maior credibilidade junto aos prospects. E ajudará, em muito, a vender o produto certo para o cliente certo.

1. Quais os benefícios específicos que os clientes atuais e em potencial procuram no seu produto ou serviço?
2. De que forma o seu produto ou serviço se compara com o da concorrência no que se refere aos benefícios almejados?
3. Existe alguma característica que torne o seu produto melhor que o da concorrência? Se assim for, qual é esta característica?
4. Como o seu produto/serviço se compara ao da concorrência nos seguintes itens:
• qualidade
• preço
• entrega
• valor agregado
• serviço pós-venda
• confiabilidade
5. Qual o fator (ou fatores) que poderia(m) impedir o cliente em potencial de comprar seu produto/serviço? O que é que você pode fazer, hoje, a respeito disso?

Para que reinventar a roda? Siga as principais regras da batalha.
As empresas precisam pensar diferente. Não se pode obter resultados diferentes, fazendo a mesmas coisas. Se o objetivo for a liderança de mercado, a reestruturação interna não basta.

Não adianta ser enxuta e menor, é preciso ser diferente, pensar diferente. É preciso pensar diferente em três pontos básicos: significado de competitividade, significado de estratégia, significado das organizações.

Todos nos deveríamos trabalhar mais em cima de estratégias visando o futuro, ao invés de simplesmente fazer a manutenção do presente. Agir te dá o caixa, pensar te dará lucro e perpetuação

O futuro deve ser debatido dentro da empresa, analisando as oportunidades que surgem a todo instante.

Precisamos pensar, perguntar, planejar, orientando-nos para o resultado. Aí sim conquistaremos o maior desafio: estarmos vivos e fortes amanhã.

Sucesso Sempre,

Cláudio Tomanini




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terça-feira, 26 de abril de 2011

Leia: A hora de parar

* por Tom Coelho

“Por um cravo, perde-se a ferradura,
por uma ferradura, um cavalo,
e, por um cavalo, o cavaleiro.”
(Frei Luis de Granada)


Ambição é uma coisa boa. Ela nos desperta desejos, promove o comprometimento, estimula a perseverança. Torna-nos mais fortes e nos faz buscar a superação. Pela ambição conquistamos mais posses e mais poder. Sentimo-nos mais ricos, mais bonitos e até mais livres. O que a estraga é a ganância.
Como tudo na vida que desgarra da ponderação do equilíbrio, a ambição desmedida evolui para a ganância. Nesse estágio, o desejo vira cupidez; o comprometimento, obsessão; a perseverança, teimosia. As posses denotam opulência; o poder, prepotência. A liberdade se esvai e renasce como fênix, enjaulada.

O problema é uma questão de proporção. Na escalada para o progresso, não sabemos – ou não aceitamos – a hora de parar.

Tome como exemplo o mundo corporativo. Uma empresa lança um produto ou serviço que é bem aceito pelo mercado. Realiza um lucro considerável e resolve reinvesti-lo. E, ao prosseguir nesse processo, eleva ainda mais seu volume de vendas e faturamento. Mas também seus custos. A cada nova rodada, mais matéria-prima e mais mão de obra são necessárias. Os investimentos em marketing e infraestrutura, entre outros, são igualmente crescentes.

O que muitas vezes não se observa é que há um determinado momento em que o processo deve ser interrompido sob pena de se ingressar no que a teoria econômica chama de “deseconomia de escala”. A matemática tem uma imagem singular para ilustrar isso: o ponto de inflexão. Num gráfico cartesiano, é o momento em que a curva muda sua concavidade, ou seja, se a linha era crescente, passa a ser decrescente.

Em suma, isso significa que mais faturamento não representará indefinidamente mais lucro. Ou seja, trabalha-se mais para ganhar-se menos! E tudo porque a ambição, antes saudável e responsável pela prosperidade do negócio, visita o reino da ganância e não aceita o momento de parar quando o ótimo foi atingido.

Na vida pessoal não é diferente. Defendo a tese de que relacionamentos amorosos, por exemplo, têm prazo de validade. E me alinho aos votos sagrados de “até que a morte os separe” juramentados na celebração dos casamentos. O ponto é: de qual morte estamos falando? As pessoas imaginam tratar-se da morte física. Prefiro interpretar como a morte do sentimento.

Todo início de relacionamento é mágico. É quando se pratica o jogo da conquista e da sedução. Nossas ações são orquestradas e as palavras escolhidas de forma meticulosa. Mostramos o que temos de melhor: nossa vida é virtuosa, nossos valores são nobres e nossos feitos são admiráveis. Vestimos as melhores roupas, usamos os mais agradáveis perfumes. A pele tem viço; o olho, brilho; o sorriso, autenticidade.

Os ambientes por onde circulamos são aconchegantes. A bebida parece sempre gelada, mesmo que seja um conhaque, e a comida sempre saborosa, mesmo que não seja consumida.

Tudo isso acontece porque estamos envoltos numa atmosfera de encantamento e sinergia, embevecidos pela eficiência do diálogo, que corre fácil, posto que há muito por se falar, anos para se compartilhar. Queremos em um par de horas nos desnudar, não apenas das roupas, mas de nossa história pessoal, mostrando quem somos, de onde viemos e para onde queremos ir – e o destino reserva lugar ao interlocutor, a figura amada, quase inanimada, que nos sorri.

O processo é o mesmo para homens e mulheres. Diferem as estratégias, as táticas, mas não os propósitos.

Transcorrida essa etapa consuma-se a conquista. Bocas que se encontram, braços que se enlaçam, corpos que se aquecem. E então, vive-se o romance que nutre e cega. O horizonte se retrai.

A estabilidade leva a relação a mares calmos e a ausência de ondas revela o que antes não se podia enxergar. Descobrimos – e revelamos – que virtudes carregam consigo defeitos, que amabilidade é temperada com eventual intolerância e que gentilezas são bonificadas com fleuma.

É nesse momento que se estabelecem os limites entre paixão e amor. É quando a união amadurece. É quando percebemos que o beijo ardente e o sexo prazeroso são imprescindíveis, mas não únicos. O diálogo ganha novos temas, mas não se perde. E notamos, como bem pontuou Gabriel García Márquez, que amamos quem está conosco não por quem a pessoa é, mas por quem nos tornamos na presença dela.

Agora, trata-se de manutenção. De conquistar um pouco mais a cada dia. Ou tudo novamente.

Mas a natureza nos reservou um mundo dual. Dia e noite, quente e frio, yin e yang. E, não raro, os relacionamentos não apenas se desgastam, mas se esgotam. Não há mais calor no beijo, os olhares se desviam, os diálogos são fúteis. Primeiro, a discórdia. Depois, o conflito. Por fim, o confronto. Transformamos nossas cabeças num cemitério de lembranças e passamos a cultivar toda ordem de sentimentos negativos. O pacote vem completo, com mágoas, ressentimentos, infidelidade, desamor e tristeza. Esperamos resolutamente que um extremo seja alcançado para tomar a decisão da separação que poderia ter florescido quando ainda havia respeito e admiração mútuos.

Não sabemos terminar.


* Tom Coelho é educador, conferencista e escritor com artigos publicados em 15 países. É autor de “Sete Vidas – Lições para construir seu equilíbrio pessoal e profissional”, pela editora Saraiva, e coautor de outros quatro livros. Contatos através do e-mail tomcoelho@tomcoelho.com.br. Visite: www.tomcoelho.com.br e www.setevidas.com.br.




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